Hipotonia Neonatal: Entenda a Diferença entre Causas Centrais e Periféricas


Publicado em: 26 de fevereiro de 2026
Atualizado em: 25 de fevereiro de 2026
A hipotonia neonatal é uma condição caracterizada pela diminuição do tônus muscular em recém-nascidos, fazendo com que o bebê apresente músculos mais “flácidos” do que o esperado para a idade. Identificar a origem dessa alteração é essencial para o diagnóstico correto, o acompanhamento adequado e a definição do prognóstico.
A hipotonia não é uma doença isolada, mas um sinal clínico que pode estar associado a diferentes condições neurológicas, musculares ou metabólicas, sendo fundamental compreender sua origem para garantir o cuidado adequado. De forma geral, as causas da hipotonia neonatal podem ser classificadas em centrais ou periféricas. Continue a leitura deste artigo e entenda melhor as diferenças entre as duas causas da hipotonia neonatal.
O tônus muscular é a resistência natural do músculo ao movimento passivo. Quando esse tônus está reduzido, o bebê pode apresentar dificuldade para sustentar a cabeça, postura mais relaxada, movimentos espontâneos diminuídos e atraso no desenvolvimento motor.
A hipotonia não é uma doença em si, mas um sinal clínico que pode estar associado a diferentes condições.
Os sintomas da Hipotonia Neonatal podem variar de acordo com as causas, mas alguns sinais são comuns. Entre os principais estão flacidez muscular, dificuldade para sustentar a cabeça, membros muito soltos ao serem manipulados, atraso na aquisição de marcos motores, sucção fraca e dificuldade para mamar.
Em alguns casos, o bebê pode apresentar menor movimentação espontânea ou parecer excessivamente “molinho” ao colo.
As causas centrais estão relacionadas ao sistema nervoso central, envolvendo o cérebro e a medula espinhal. Nesses casos, a hipotonia costuma estar associada às alterações neurológicas mais amplas. Entre as possíveis origens estão lesões cerebrais, alterações genéticas, síndromes cromossômicas, infecções congênitas e complicações ocorridas durante a gestação ou o parto.
Bebês com hipotonia de origem central podem apresentar, além da flacidez muscular, alterações no nível de consciência, crises convulsivas, atraso global do desenvolvimento e reflexos primitivos alterados.
Já as causas periféricas envolvem estruturas fora do sistema nervoso central, como nervos periféricos, junção neuromuscular ou os próprios músculos. Nessas situações, o bebê, geralmente, está atento e responsivo, mas apresenta fraqueza muscular evidente.
As causas periféricas podem incluir doenças neuromusculares, alterações metabólicas específicas ou condições genéticas que afetam diretamente o músculo ou a transmissão do impulso nervoso. Diferentemente das causas centrais, o comprometimento cognitivo nesses casos nem sempre está presente.
Diferenciar se a hipotonia neonatal tem origem central ou periférica é um passo fundamental na investigação clínica. Essa distinção orienta a solicitação de exames, o encaminhamento para especialistas e a definição das estratégias de tratamento e reabilitação. Avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais, de imagem e testes genéticos podem fazer parte desse processo.
Independentemente da causa, o acompanhamento precoce é essencial. O envolvimento de uma equipe multidisciplinar, que pode incluir pediatra, neurologista, fisioterapeuta e outros profissionais da saúde, contribui para estimular o desenvolvimento do bebê e oferecer suporte à família.
A hipotonia neonatal exige atenção, investigação cuidadosa e acompanhamento contínuo. Com diagnóstico adequado e intervenção precoce, é possível melhorar a qualidade de vida da criança e promover o melhor desenvolvimento possível.
A avaliação com um neuropediatra é indicada sempre que houver sinais persistentes de hipotonia, atraso no desenvolvimento motor, dificuldade alimentar, alterações nos reflexos ou outros sinais neurológicos associados.
Quanto mais cedo ocorre a avaliação especializada, maiores são as chances de diagnóstico preciso e intervenção adequada. Se você notar um ou mais sinais descritos acima em seu filho, não deixe de procurar um neuropediatra de sua confiança para uma avaliação detalhada e um diagnóstico assertivo.