Quedas Frequentes em Crianças: Quando Sinalizam um Alerta Neurológico


Publicado em: 29 de janeiro de 2026
Quedas Frequentes em Crianças. Cair faz parte do desenvolvimento infantil. Isso porque, durante as fases de aprendizado motor, é esperado que a criança tropece, escorregue ou perca o equilíbrio ocasionalmente. No entanto, quando as quedas se tornam frequentes, intensas ou persistentes, é importante ligar o sinal de alerta.
Em alguns casos, as quedas podem ser apenas resultado de imaturidade motora. Em outros, podem indicar alterações neurológicas que precisam de investigação. Saber diferenciar essas situações é fundamental para garantir um diagnóstico precoce e o melhor desenvolvimento possível da criança. Para isso, continue a leitura deste artigo.
Especialmente durante os primeiros anos de vida, as quedas são consideradas parte normal do desenvolvimento de uma criança. Isso porque ela ainda está aprendendo a controlar seu próprio corpo, manter o equilíbrio, coordenar seus movimentos e ajustar a força e velocidade de seus atos.
Durante essa fase, tropeços esporádicos são esperados, principalmente quando a criança começa a andar, correr e explorar novos ambientes. No entanto, à medida que cresce, espera-se uma progressiva melhora de coordenação, equilíbrio e força muscular. Quando isso não acontece, ou quando as quedas se intensificam com o tempo, é importante investigar.
Existem alguns sinais que podem ajudar a diferenciar quedas esperadas daquelas que merecem mais atenção, como, por exemplo:
Esses sinais podem indicar alterações neurológicas, musculares ou de equilíbrio.
As quedas repetidas podem estar associadas a diferentes condições, algumas delas de origem neurológica; confira:
Problemas no cerebelo ou em vias neurológicas responsáveis pelo equilíbrio podem causar instabilidade ao andar, dificuldade para manter postura e quedas frequentes.
Condições neuromusculares podem levar à diminuição da força, tornando tarefas simples, como correr ou levantar do chão, mais difíceis.
Crianças que demoram a atingir marcos motores podem apresentar quedas persistentes mesmo após a idade esperada.
Alterações na coordenação motora fazem com que a criança tenha dificuldade em planejar e executar movimentos de forma eficiente.
Tônus muscular muito baixo (hipotonia) ou muito alto (hipertonia) pode prejudicar a estabilidade corporal.
Algumas doenças neuromusculares se manifestam inicialmente por quedas frequentes, dificuldade para correr ou levantar do chão. Alguns dos sinais que merecem atenção especial incluem:
Nesses casos, a avaliação neuropediátrica é essencial.
Em alguns casos, as quedas frequentes podem estar associadas com:
Por isso, a avaliação da criança por um especialista deve ser sempre individualizada.
O neuropediatra é o especialista indicado para avaliar quedas frequentes quando há suspeita de origem neurológica. A avaliação inclui:
O objetivo é identificar se as quedas fazem parte do desenvolvimento normal ou se há sinais de uma condição que precisa de acompanhamento e tratamento.
É recomendável buscar uma avaliação neuropediátrica quando:
Identificar precocemente a causa das quedas permite:
Mesmo quando a causa não é grave, o acompanhamento profissional traz segurança e tranquilidade aos pais. Nem toda queda indica um problema neurológico. No entanto, quedas frequentes, persistentes ou associadas a outros sinais não devem ser ignoradas.
A avaliação neuropediátrica é fundamental para diferenciar o que faz parte do desenvolvimento normal daquilo que exige investigação e acompanhamento. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de intervenção eficaz e melhor evolução da criança. Se você perceber alguma alteração motora em seu filho, não deixe de marcar uma consulta de avaliação com um de nossos profissionais.