Quando a Cefaleia Crônica Diária em Crianças é um Alerta Neurológico


Publicado em: 8 de janeiro de 2026
Por mais que muitas pessoas acreditem que dores de cabeça em criança não passam de manha, essa queixa deve ser validada e avaliada quando aparece com certa frequência. Na maioria das vezes, a Cefaleia Crônica Diária está associada a fatores simples, como sono inadequado, estresse, alimentação irregular ou uso excessivo de telas.
No entanto, quando essa dor se torna frequente e persistente, passando a ocorrer quase todos os dias, pode ser um sinal de alerta neurológico que merece atenção. Neste artigo, vamos entender o que é a cefaleia crônica diária em crianças, quais são suas possíveis causas e quando é importante procurar um neuropediatra para uma avaliação mais detalhada.
O termo “cefaleia crônica diária” se refere à dor de cabeça que ocorre pelo menos 15 dias por mês, durante um período superior a três meses consecutivos. Ou seja, não se trata de um episódio isolado, mas de uma condição persistente que interfere na rotina e no bem-estar da criança.
Esse tipo de dor pode ter características diferentes, sendo tensional, com sensação de aperto ou pressão na cabeça, ou do tipo enxaqueca, com dor pulsátil, acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz e ao som. Em muitos casos, a cefaleia crônica começa com crises esporádicas que aumentam de frequência com o tempo, o que chamamos de cronificação da dor.
As causas da cefaleia crônica diária variam muito e podem envolver desde fatores comportamentais até alterações neurológicas. Entre as mais frequentes destacam-se:
Por isso, é fundamental diferenciar uma dor de cabeça benigna, ligada ao estilo de vida, daquela que indica uma condição neurológica mais grave.
Nem toda dor de cabeça é motivo de preocupação, mas alguns sinais devem acender o alerta dos pais e levar à avaliação com um neuropediatra. Os principais sinais de alerta incluem:
Nessas situações, é importante não adiar a consulta médica, pois apenas uma avaliação especializada pode identificar se há uma causa neurológica por trás da dor.
O neuropediatra é o médico responsável por investigar dores de cabeça persistentes em crianças, especialmente quando há suspeita de causas neurológicas. Durante a consulta, ele realiza uma anamnese detalhada, buscando entender:
Com base nessa avaliação, o neuropediatra pode solicitar exames complementares, como:
O objetivo é identificar a origem da cefaleia e definir o tratamento mais adequado, seja ele clínico, comportamental ou medicamentoso.
O tratamento da cefaleia crônica depende diretamente da causa. Em muitos casos, ajustes na rotina e nos hábitos diários já proporcionam uma grande melhora. Entre as principais medidas podemos citar:
Quando necessário, o médico pode indicar medicações preventivas ou específicas para as crises, sempre com acompanhamento profissional. O uso de analgésicos deve ser controlado e orientado, pois o abuso dessas substâncias é uma das principais causas da cefaleia crônica por uso excessivo de medicação.
Alguns cuidados simples podem prevenir o aparecimento ou a cronificação das dores de cabeça em crianças:
A observação dos pais é essencial para perceber padrões e mudanças sutis que ajudam o neuropediatra a compreender a causa da dor.
A dor de cabeça diária pode afetar significativamente o desempenho escolar e o convívio social da criança. O desconforto constante, a dificuldade de concentração e o medo de sentir dor interferem no aprendizado e na autoestima. Por isso, o acompanhamento não deve se limitar ao tratamento físico: é importante envolver psicólogos, pedagogos e familiares, criando um ambiente de apoio e compreensão.
A empatia e o diálogo aberto ajudam a reduzir o estresse, um dos principais fatores desencadeantes da dor. Com atenção, rotina saudável e acompanhamento médico, é possível controlar as crises, melhorar a qualidade de vida e prevenir complicações futuras. Se seu filho se queixa constantemente de dores de cabeça, não hesite em marcar uma consulta de avaliação com um de nossos especialistas.