Entenda a Relação entre Doença de Charcot-Marie-Tooth e Neuropatia Periférica


Publicado em: 19 de fevereiro de 2026
A Doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) é uma das neuropatias hereditárias mais comuns e costuma se manifestar ainda na infância ou adolescência. Embora seja uma condição genética, seus sinais, muitas vezes, passam despercebidos nos primeiros anos de vida, sendo confundidos com atrasos motores ou falta de coordenação. Compreender a relação entre a Doença de Charcot-Marie-Tooth e neuropatia periférica é fundamental para um diagnóstico precoce e para o acompanhamento adequado no contexto da Neuropediatria.
Por isso, preparamos este artigo para que você entenda melhor a relação entre essas duas condições, confira.
Conhecida também pela sigla CMT, a Doença de Charcot-Marie-Tooth é um grupo de doenças genéticas que afetam os nervos periféricos, responsáveis por transmitir sinais do cérebro e da medula espinhal para os músculos e órgãos sensoriais.
Esses nervos controlam movimentos, força muscular e sensibilidade. Nela, ocorre uma alteração estrutural nesses nervos que pode levar a perda progressiva de suas funções.
A neuropatia periférica é caracterizada por danos nos nervos periféricos, resultando em sintomas motores, sensitivos ou ambos. Em crianças, ela pode se manifestar como:
A Doença de Charcot-Marie-Tooth é uma das principais causas hereditárias de neuropatia periférica.
Na CMT, mutações genéticas afetam a mielina ou o próprio axônio do nervo periférico. A mielina funciona como um isolante que permite a condução rápida dos impulsos nervosos.
Quando essa estrutura é comprometida, os sinais nervosos se tornam lentos ou falhos, resultando em fraqueza muscular e perda sensorial progressiva.
Os sintomas da Doença de Charcot-Marie-Tooth podem variar, mas, geralmente, surgem de forma lenta e progressiva. Os sinais mais comuns incluem:
Em fases mais avançadas, as mãos também podem ser afetadas.
O diagnóstico precoce permite intervenções que ajudam a preservar a função motora, evitar deformidades e melhorar a qualidade de vida da criança.
O neuropediatra desempenha papel central nesse processo, avaliando o desenvolvimento neuromotor, histórico familiar e a progressão dos sintomas. O diagnóstico da CMT envolve:
Esses exames ajudam a diferenciar a CMT de outras causas de neuropatia periférica.
Não existe cura para a Doença de Charcot-Marie-Tooth, mas o tratamento é focado no controle dos sintomas e na preservação da funcionalidade. O acompanhamento multidisciplinar pode incluir:
Esse cuidado integrado é essencial para o desenvolvimento infantil.
A progressão da neuropatia periférica pode interferir no desempenho escolar, na autoestima e na participação em atividades sociais. O suporte adequado ajuda a criança a desenvolver autonomia, adaptar-se às limitações e manter uma boa qualidade de vida.
A família é peça-chave no tratamento. Estar atento aos sinais, estimular a adesão às terapias e oferecer apoio emocional fazem grande diferença no prognóstico.
A orientação adequada aos cuidadores facilita a adaptação da criança às necessidades específicas da condição.
É importante buscar avaliação especializada ao notar:
Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o planejamento do cuidado. A Doença de Charcot-Marie-Tooth está diretamente relacionada à neuropatia periférica e pode se manifestar desde a infância. O acompanhamento neuropediátrico adequado permite diagnóstico precoce, intervenção eficaz e melhor qualidade de vida para a criança.
Com informação, suporte e acompanhamento contínuo, é possível minimizar impactos e promover desenvolvimento funcional. Se você notar algum dos sinais descritos acima em seu filho, não deixe de procurar um de nossos especialistas.