Disfunção do Processamento Auditivo Central (DPAC) e seus Impactos no TDAH e TEA


Publicado em: 22 de janeiro de 2026
A Disfunção do Processamento Auditivo Central (DPAC) é uma condição pouco falada, mas extremamente relevante no desenvolvimento infantil. Embora muitas crianças escutem normalmente, podem apresentar dificuldades em interpretar, discriminar, organizar ou dar sentido aos sons. Isso acontece não pelo ouvido em si, mas pela forma como o cérebro processa a informação sonora.
Com sintomas que, muitas vezes, se confundem com outros transtornos, como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno do Espectro Autista (TEA), a DPAC pode influenciar diretamente na aprendizagem, no comportamento e na comunicação. Continue a leitura deste artigo e entenda melhor o que é DPAC, como ela afeta crianças com TDAH e TEA, e quando procurar avaliação especializada.
A DPAC é uma condição que ocorre quando o cérebro tem dificuldade para reconhecer, interpretar e organizar os sons do ambiente, mesmo quando a audição periférica (o “ouvir”) está normal.
O problema está no caminho neural que leva os sons do ouvido até as áreas cerebrais responsáveis por interpretar a linguagem e os outros estímulos auditivos. Dessa forma, a criança pode ouvir perfeitamente, mas não entender com facilidade o que escuta. Esse descompasso pode gerar dificuldades como:
A DPAC é mais comum do que se imagina e passa despercebida porque os testes auditivos convencionais costumam ser normais.
A DPAC não é sinônimo de TDAH nem de TEA e nenhuma dessas condições causa a outra. No entanto, elas podem coexistir, compartilhando sintomas que se confundem e se sobrepõem.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade envolve alterações nos circuitos cerebrais responsáveis pela atenção, impulsividade e autorregulação. Uma criança com TDAH pode apresentar:
Vários desses sintomas também aparecem na DPAC.
Por exemplo, uma instrução simples em sala de aula, “pegue o caderno azul e abra na página 10”, pode ser difícil de seguir tanto para uma criança com TDAH quanto para uma com DPAC, mas por motivos diferentes.
No Transtorno do Espectro Autista, é comum a presença de alterações sensoriais, incluindo hipersensibilidade ou hipossensibilidade aos sons. Algumas crianças podem se incomodar com ruídos leves, enquanto outras parecem não reagir aos estímulos sonoros importantes. É possível que crianças com TEA também apresentem DPAC, manifestando:
A sobreposição de sintomas pode dificultar a identificação isolada da DPAC, tornando a avaliação multidisciplinar essencial.
Por isso, identificar e tratar a DPAC nos casos de TDAH e TEA é essencial para minimizar prejuízos acadêmicos e emocionais.
Pais e educadores devem buscar avaliação quando a criança apresentar:
Identificar a interação entre DPAC, TDAH e TEA permite intervenções mais precisas e melhora a qualidade de vida da criança.
O diagnóstico não é baseado apenas em comportamento. Ele envolve:
O diagnóstico é minucioso porque os sintomas se sobrepõem aos de outras condições neurodesenvolvimentais. O manejo é individualizado e pode envolver:
A Disfunção do Processamento Auditivo Central pode amplificar sintomas de TDAH e TEA, prejudicar a aprendizagem e comprometer a comunicação. Embora os sinais possam ser parecidos, entender as diferenças é essencial para garantir um diagnóstico correto e as intervenções eficazes.
Com tratamento adequado e acompanhamento multiprofissional é possível melhorar significativamente a compreensão auditiva, o desempenho escolar e a qualidade de vida da criança. Para saber mais sobre a DPAC, marque uma consulta com um de nossos profissionais.